sexta-feira, 1 de novembro de 2013


Eu não sei se é estranho ou natural... Amar como a gente amou, com a intensidade que a gente amava, com esse jeito meio torto de amar e bem no fim acabar.
Era forte, intenso e parecia... quem sabe ainda pareça  -pelo menos pra mim- tão verdadeiro.
Mas o fato é que o antigo você se foi e a antiga eu também, e eu já não sei se a gente volta.
Mas cada pedacinho que restou do que a “a gente” já foi me lembram  o quanto era bom. Não que fosse perfeito, longe disso. Era torto, estranho e confuso, mas era o nosso jeito de amar.
E eu gosto de lembrar disso, porque eu ainda guardo essa parte pura em mim.
A gente era diferente do que é agora, a gente era diferente um do outro e a gente era diferente dos outros. Pelo menos parecíamos ser, e nos vendo hoje assim, tão comuns, eu noto que acabou.
Não que tenha acabado o sentimento, longe disso.
Acabou o “a gente”. E por mais que tenha acabado, e muitas magoas e lagrimas tenham ficado, acho que sempre seremos isso um pro outro, o amor de uma forma assim meio torta e confusa mas verdadeiro acima de tudo. Tão verdadeiro que apesar de tudo não acabou...
Birras, ciúmes, reinas, preocupações, saudades, abraços apertados, suas mordidas nos meus lábios, a marca dos meus dentes nas suas costas, as chantagens emocionais, cada segundo vivido intensamente, o medo de perder, a incerteza de encontrar, lagrimas, sorrisos, olhares tímidos, o seu jeito de piscar, minha maneira de escrever, mensagens no meio da madrugada, noites passadas em claro, as cocegas da minha barriga, o arrepio do seu pescoço...
Lembrar de tudo não me faz exatamente “bem”. Mas me faz ver, que apesar de ter acabado o nosso “a gente” e mesmo sabendo que novos amores que podem ser ou não mais intensos  virão, seremos sempre um pro outro esse lado torto do amor.

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